Reflexão Sobre Perdão

Perdão. Uma palavra tão simples, mas que carrega um significado tão grande. Muitas pessoas têm problemas com o perdão e é preciso admitir que sou uma dessas, mas estou em processo de aperfeiçoamento nessa área.

Li em um site que falava sobre “as 5 verdades sobre o perdão”, escrito pelo pastor Antônio Junior, e vou listá-las abaixo:
1) Perdão não é uma escolha.
Ele fala sobre nossa característica de julgarmos o que é “perdoável” e o que não é. Bem, tenho uma noticia para vocês, meus irmãos: o único capaz de definir o certo e o errado é Deus. E para a tristeza do nosso ego, Ele ORDENA na Bíblia que perdoemos uns aos outros:

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes ao dia. Pecar contra ti e, sete vezes vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lucas 17: 3-4)

“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5: 23-24)

Deus não enumera os pecados em grau de gravidade, para Ele que é perfeito, mentir é tão pecado quanto matar. Então, por que deveríamos nos sentir na obrigação de julgar qual pecado, ou quem, deve ser perdoado? Não somos tão importantes para isso, queridos, devemos apenas seguir, como bons servos, os mandamentos do Senhor é perdoar uns aos outros “assim como Ele nos perdoou” – de maneira completa e com direito a jogar os nossos pecados no mar do esquecimento!

2) Perdão não é um sentimento.
Ele também fala: “Sentir vontade de perdoar é muito bom. Mas a verdade é que quase nunca isso acontece! (…) Por isso a Bíblia nos mostra que o perdão não deve ser fruto da emoção, e sim da razão.”
Como pessoas, somos falhos, isso significa que nossos sentimentos também o são. Não basta sentir no coração (até porque ele é enganoso e desesperadamente corrupto: Jeremias 17:9), precisamos sentir na razão o Espírito Santo nos constrangendo a perdoar.
Não importa quantas vezes o outro pecar contra nós, devemos perdoar:

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18:21-22)

E para isso, precisamos ter em nossa razão, a vontade de agradar a Deus.
As pessoas (e até eu) se perguntam: “mas será que ele está mesmo arrependido?” Bem, isso já é um problema dele com Deus. Não podemos julgar o coração do outro, só nos cabe perdoar.

3) Perdão fingido não é perdão.
Algo bastante constante em nossas vidas. Muitas vezes aquele irmão chato que está aporrinhando para o perdoarmos que dizemos que perdoamos só para que ele saia do nosso pé. Bom, o perdão da boca pra fora vale de nada para Deus. E, como Ele conhece o mais íntimo do nosso ser, Ele saberá quando for real.
Se você tem feito isso, seja honesto com a outra pessoa e consigo mesmo, acredite: a verdade liberta.

4) Perdoar não é esquecer.
Um ponto com muitas divergências de opiniões.
Deus diz que ao nos perdoar, Ele joga os nossos pecados no mar do esquecimento. Isso quer dizer que Ele não vai mais imputar esse pecado a nós, Deus o riscou da nossa ficha de faltas contra Ele, pois já fomos perdoados.

“Pois perdoarei suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jeremias 31:34b)

E nós, meros mortais, sempre nos lembraremos do acorrido, nosso cérebro guarda todas essas memórias. Mas, ao perdoar, nós devemos riscar essa falta do irmão contra nós. E sempre que nos lembrarmos dessa falta, lembrarmos também que já foi perdoado.

5) Deus não aprova a falta de perdão.
Aqui tem uma péssima notícia ao nosso eu orgulhoso que se recusa a perdoar o próximo: Se não perdoarmos ao outro, Deus não nos perdoará.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15)

E deixo uma pergunta a vocês: quem tem mais a ser perdoado, seu irmão ou você? O outro peca mais contra você do que você contra Deus?
Ao decidirmos que não iremos perdoar o nosso irmão, estamos pisando e cuspindo no sacrifício de Cristo na cruz.

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