A Oração

(Pode até parecer que eu combinei isso com a Isabela no ultimo post, mas eu juro, eu terminei de escrever sobre oração um dia antes de ela me enviar e esse post “complemento” foi a mais pura coincidência, mas se você ainda não leu o dela, lê primeiro aqui e depois é só voltar)

Como orar? Posição? Palavras? Por que orar? São tantas perguntas! Mas a verdade é que nada disso realmente importa. O Senhor olha nosso coração, e o que realmente importa é um coração verdadeiramente quebrantado diante dEle. Não são palavras que convencem o Espirito Santo, muito pelo contrário! Na verdade, sabemos que “não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. ”  (Rm 8:26) – veja bem a palavra utilizada aqui: inexprimíveis!  Não adianta uma boa oratória, porque não somos capazes de sequer pronunciar uma oração audível ao Pai – O Senhor conhece o nosso pensamento, esquadrinha o nosso coração e conhece a palavra antes mesmo que nos venha a boca, isso que é “traduzido” pois muitas vezes quando oramos audivelmente somos tentados a querer impressionar os ouvintes com belas palavras.

Sim, Deus é soberano e nossa oração não é capaz de mudar os decretos eternos de Deus. De fato, eu não sei uma boa resposta para essa pergunta, porque por um lado, eu creio na total e plena soberania de Deus, mas também sei que o próprio Cristo nos manda orar e pedir que nos será dado.

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhes-á.      (Mt 7:7-8)

 

Eu creio que a oração serve para que nós aprendamos a exercer confiança no Senhor, seria como dizer “Pai, eu quero muito isso, entretanto eu sei que a Tua vontade é muito maior e melhor que a minha, então que seja feita ela. Pois eu confio que TU FARÁS O Teu melhor independentemente do que eu pense ser”.

Infelizmente, ao observar nas escrituras Cristo e seus exemplos de oração, tanto quando nos ensina a orar o Pai nosso ou quando falava de oração ou até mesmo quando orava, e pensar em quanto tempo dedico a oração, nos cultos de orações da igreja, grupos de estudo e orações dos jovens, chego à conclusão de que somos parte de uma geração que desaprendeu a orar. Sim, orar por prazer e não necessidade. Já pararam para pensar? Quando mais precisamos, mais oramos, já quando não precisamos… que vergonha! Uma geração que desaprendeu a orar, orar por prazer de estar na presença de seu Pai, em comunhão com Ele. Em Mt 6:6 Jesus começa a ensinar sobre oração e diz “Quando orardes…”, veja bem, quando, isso indica que devia ser algo comum, constante e nossas vidas.

E a desculpa de que não sabemos como orar nunca será aceita, pois o próprio Cristo nos ensina com o que conhecemos como a “oração dominical”, vulgo Pai nosso. O interessante disso é que Cristo não está propriamente ensinando que palavras usar, mas sim como se portar, o que querer e o que buscar, não só numa oração, mas em nossa passagem por aqui. Como crentes, como seguidores de Cristo, devemos desejar antes as coisas do reino e o restante será acrescentado (Mt 6:33). Em oração devemos buscar antes o reino e as coisas do céu e não o que queremos para o nosso bel prazer, não a nossa vontade;

 

  • Pontos sobre o pai nosso: Para finalizar por hoje eu quero compartilhar algo que achei lindo quando li o livro “Deus é Santo” do R.C. Sproul. A primeira petição do Pai Nosso, da oração exemplo é: Santificado seja o Teu nome; note a composição da frase. Não oramos “Santificado é o Teu nome” essa simples conjugação do verbo ser muda tudo!

“Nesse segundo caso, as palavras seriam meramente uma atribuição de louvor a Deus. Mas não foi assim que Jesus disse. Ele proferiu tais palavras como uma petição, como a primeira petição. Devemos orar para que o nome de Deus seja santificado, que Deus seja considerado santo.

Há uma espécie de sequência dentro da oração. O reino de Deus nunca virá se o nome dEle não for considerado santo, Sua vontade jamais será feita na terra, assim como no céu, se seu nome for profanado aqui. No céu, o nome de Deus é santo. É exaltado pelos anjos em um silencio sagrado. O céu é o lugar onde a reverencia a Deus é total. É tolice procurar pelo reino onde Deus não seja reverenciado. ”(Deus é Santo. R.C. Spurgeon; pág. 19 – Ênfase minha)

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