O Deus da graça e da justiça

A vida cristã é fundamentada na graça e na misericórdia de Deus, favor sem merecimento e castigo merecido que Ele não nos deu. A partir disso, reconhecemos a importância da nossa devoção, do nosso arrependimento, da nossa mudança de vida.

Deus é amor, Deus é perdão, Deus é consolo, Deus é longânimo, Deus é a paz que o mundo não nos dá e Deus também é justiça. Paramos para analisar nossa vida e nos vemos em uma zona de conformismo, vivemos na época da graça, o nosso Deus não se revela mais como no antigo testamento, mas nós cristãos acabamos nos refugiando e nos escondendo por trás disso, nos justificando.

A época em que Deus derramava sua ira sobre o povo, época em que derramava fogo sobre cidades, dilúvio, caminhadas de 40 anos no deserto, mortes e maldições sobre famílias e gerações, não é mais como acontecem as coisas hoje em dia, mas Deus continua o mesmo. “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?”, “se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” Um infinito amor, um amor que transborda, um amor de bondade, um amor incomparável e inimaginável de Deus por nós, fato, mas vivermos uma vida onde o liberalismo é aceitável, onde o temor não tem mais lugar no nosso coração, onde achamos que tudo acabará em perdão, em aceitação, não justifica e nem se encobre ou se esconde no amor de Deus.

Deus nos quer com uma vida plena nEle, uma vida santa, obediente e justa, onde nosso coração se constranja e se arrependa amargamente por cada pecado, por “menor” que o pecado seja na nossa escala medíocre de gravidade entre “pecadinhos” e “pecadões”. Se não fizermos isso, não estamos dando valor suficiente ao sacrifício de Jesus, estamos anulando o “levou sobre si as nossas transgressões”, estamos amenizando o ” Homem de dores que sabe o que é padecer”, “era desprezado, e não fizemos dEle caso algum”, mas “verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas suas pisaduras fomos sarados”. A nossa pequena “mentirinha”, o nosso pensamento mau, a nossa falta de amor com os outros, nossas fofocas, nosso “jeitinho brasileiro”, foi que levou Jesus para aquela cruz. Vamos viver uma vida santa e coerente, vamos viver uma vida onde nos arrependemos amargamente, de tal modo que Deus possa nos chamar de “homens segundo o meu coração”, possa nos dizer “vá e não peques mais”. Vamos renunciar, vamos abdicar, vamos abrir mão do nosso “eu”, de nossos desejos carnais, desejos momentâneos, vamos viver o verdadeiro evangelho por amor a Ele, por amor e valor ao seu sacrifício, pelo constrangimento da graça e misericórdia, vamos olhar para a cruz.

Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre, o mesmo Deus do antigo testamento é o Deus do novo testamento e do tempo da graça. O Deus justo, que se ira e se entristece com as nossas atitudes. “Para liberdade Cristo nos libertou”, não a liberdade de podermos fazer tudo e no final pedirmos perdão, mas a verdadeira liberdade que só encontramos nEle.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.