Refletindo a luz de Cristo

Devido a crescente secularização que invade o corpo de Cristo, pessoas que agem de maneiras diferentes dentro e fora da igreja têm se tornado cada vez mais comuns no meio cristão. É importante ressaltar que quem apresenta esse tipo de comportamento têm uma fraca compreensão de quem é Cristo e do que significa o seu sacrifício. O intuito desse post é de enfatizar a importância de um testemunho firme para a vida do cristão e os benefícios que tal testemunho gera para o Reino e para o próprio crente.

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:13-16

No texto acima, Jesus nos dá uma missão. Somos comissionados a fazer diferença no ambiente em que fomos postos. Ele, sabiamente, usa a figura do sal para evidenciar o quanto devemos nos destacar daquilo que nos cerca e além disso: ser influenciadores. É nosso dever dar o “sabor de Cristo” à tudo que está a nossa volta. A luz é um elemento que causa imediata disparidade, quando posta na escuridão e essa é outra analogia clara que Cristo propõe para que tenhamos noção do quanto devemos ser diferentes do mundo. Ser chamados de luz é ainda mais impactante, uma vez que o próprio Cristo se declara como a luz do mundo em João 8:12. Isso denota que devemos nos esmerar para refletir a luz que é Jesus; que devemos tê-lo como exemplo e viver espelhando sua imensa glória; que, citando 1 Pedro 1:16, devemos ser santos porque o nosso Pai que está nos céus é santo. É nosso objetivo poder afirmar como Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntios, no verso primeiro do capítulo onze Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”

No verso 16, Jesus termina dizendo quais as consequências de um testemunho firme e transparente. Torna-se evidente a responsabilidade que temos em nos portar de maneira que todos vejam em nós a imagem de Cristo Jesus, visando a glória de Deus. Ser luzeiro, espelho e reflexo do Filho de Deus fará com que os incrédulos olhem para nós e enxerguem aquilo que foi feito por eles no calvário. É nosso dever evidenciar o amor do Senhor por meio das nossas ações, por menores e mais escondidas que sejam, para que os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus.

Reflitamos, portanto, a respeito da nossa conduta diante dos homens, sejam eles crentes ou não, para que não destruamos a obra de Deus na vida de ninguém e nem afastemos pessoas do Caminho por meio de um testemunho fraco e incoerente. De maneira nenhuma visando honra a nós mesmos, mas com os olhos no alvo, que é a glória do Pai. Que possamos nos aproximar do Senhor através da leitura da Bíblia e de uma vida de oração fiel, para que sejamos luz a todos.

Deixo para meditação pessoal as palavras de uma jovem de 23 anos, registradas em seu trabalho acadêmico na Universidade de Paris, contidas no livro “Convite à Loucura” de Brennan Manning:

“Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto – ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus – que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por Ele. E assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é.”

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