Sobre Oração e Pecados

“…E se esse meu povo, que se chama pelo meu Nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e seus erros e curarei a sua terra. ” (2 Crônicas 7:14)

Conversas e palavras sinceras, isso que Ele pede para nós. Estamos acostumados com um padrão de oração, estamos acostumados a orar uns com os outros ou pelos outros seguindo um mesmo modelo, ou apenas não oramos. Uma introdução de agradecimento ou de exaltação com palavras formais que são sempre as mesmas, o pedido como clímax e terminando com “em nome de Jesus”.  Formas de orações que às vezes variam de igreja para igreja. “Espírito Santo de Deus” falando com um tom alto de voz, enfatizando e expressando cada palavra, ou orações calmas, com tons mais baixos, utilizando frases prontas “te agradecemos por isso”, “te pedimos isso”, “abençoe isso”, “ainda em Tua presença”, mas quando é que nós saímos da presença dEle? Ou às vezes até mesmo quando um irmão vai orar sabemos exatamente as palavras que vai usar e muitas vezes chegamos até a repetir com ele.

Deus não quer formalidade, Deus não quer padrão, Ele quer um coração sincero e quebrantado, um coração disposto a se humilhar, um homem capaz de se ajoelhar, Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai…” (Ef 3.14–17), “Ora, põe o teu rosto rente ao pó da terra…” (Lm 3:29), quer que deixemos nosso ego, nossa religiosidade, nossos pensamentos como “o que os irmãos vão achar de mim? ”, “se eu fizer assim vou agradar”, ”se orar assim eles vão pensar no quanto sou crente”. Erramos todos os dias, pecamos a cada momento, nossa natureza caída nos afasta de Deus e pela misericórdia de Jesus somos justificados. Até quando vamos esconder nossos pecados por medo de acharem que não somos santos o suficiente? Jesus diz em alto e bom som “Hipócritas”. Vivemos em processo de santificação, mas que estamos vulneráveis a cair, o grande problema é quando começamos a nos esconder por trás disso e queremos mostrar o quanto somos santos até mesmo para Deus.

“Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139:23-24).

O Senhor chamava Davi como “Homem segundo o meu coração” não porque Davi não pecava, e sim porque ele tinha constrangimento profundo e quebrantamento. Após a história de 2 Samuel 11-12, Davi escreveu o Salmos 51 mostrando seu arrependimento e procurando voltar à comunhão com Deus. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões, lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado, pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue. Contra ti, só contra ti, pequei e fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me. Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe… Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades, cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer… Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás.”

Temos que ser humildes diante de Deus e permitir com que Ele sonde o nosso coração. Onde abundou o pecado, superabundou a graça dEle. Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.” (Romanos 8:26-27)

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