Os Inimigos Do Cristão

Há alguns dias eu fiz um estudo com esse tema e achei ele extremamente proveitoso, portanto pensei que seria bom trazê-lo para o Eco’s.

Quando olhamos pras nossas vidas, como cristãos, vemos que existe uma intensa luta acontecendo a todo o momento. De maneira geral, temos três grandes inimigos contra os quais lutamos dia-a-dia e podemos dividi-los em duas categorias, os externos e o interno. Os primeiros são o diabo e o mundo, já o segundo é a nossa própria carne.

Ao falar dos externos, vemos uma posição clara e absolutamente direta na bíblia. Quando a palavra trata a respeito do diabo, chamado por ela mesma de o inimigo de nossas almas, ela diz, em Tiago 4:7, que devemos resistir a ele e às tentações às quais ele nos submete. Diz também, no texto de Efésios 6:11-12, que devemos nos revestir de toda a armadura de Deus para que não caiamos nas ciladas do maligno e que a nossa luta não contra carne e sangue, mas contra os espíritos do mal nas regiões celestiais, ou seja, que não devemos entrar em conflitos com homens, mas sim com as forças malignas que nos tentam e nos provocam a queda.

Quando falamos a respeito do mundo, ainda há muita confusão mesmo entre aqueles que professam a fé em Jesus. Quando a bíblia fala de mundo, no sentido aqui exposto, ela se refere às paixões, aos costumes e aos pecados que o nos são frequentemente oferecidos pelas pessoas e situações que nos cercam nessa Terra. João nos apresenta uma visão que devemos ter sempre em mente:

 

      “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procedem do Pai, mas procede do mundo.” 1 João 2:15-16

 

O apóstolo é claro nas suas colocações quando nos diz que a concupiscência, que tem o mesmo sentido de cobiça, ou desejo de possuir, é procedente do mundo. O mundo se torna nosso inimigo quando olhamos para as coisas pecaminosas que ele nos oferece e nós desejamos possuir tais coisas. Tiago reforça esse pensamento no primeiro capítulo de sua epístola, quando afirma que o homem é tentado pela sua própria cobiça, ou pelo desejo pecaminoso de obter aquilo que o mundo pode nos dar.

Direcionamo-nos agora ao nosso inimigo interno: a carne. Obviamente a bíblia não fala da nossa pele, ou do nosso corpo físico, mas sim da nossa natureza pecaminosa que veio em função da queda do homem. Eu olho pra esse inimigo como o mais cruel e perigoso deles, uma vez que está dentro de nós e muitas vezes nos negamos a crer que somos inimigos de nós mesmos, de certa maneira. Portanto, é fundamental o fato de nos enxergarmos como pecadores para que não caiamos no erro de confiar em nosso próprio julgamento. A bíblia fala em diversos momentos da nossa natureza, como em Salmos 51:5, Romanos 3:10-11 e Romanos 3:23. Quero citar o texto que entendo como mais contundente quando se trata desse assunto:

 

“E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.” Marcos 7:20-23

 

Logo, à luz desses e outros textos, vemos que a bíblia nos caracteriza como naturalmente pecadores desde o nascimento e é esse o nosso inimigo interno: o nosso coração desesperadamente corrupto e enganoso. Um psicólogo e sociólogo francês disse uma frase que caracteriza de uma forma muito interessante a nossa luta:

 

       “O homem que não é capaz de dominar seus instintos torna-se escravo daquele que se propõe a satisfazê-los.” Gustave Le Bon

 

Em face a todos esses problemas nós nos perguntamos: de que maneira eu poderei combater tais inimigos e dominar os meus instintos, a fim de que eu me torne um escravo do meu pecado? Ao longo de toda a Palavra ela nos provê respostas a essa questão. Em Gálatas 5:16 a bíblia diz que nós devemos andar no Espírito Santo e que de forma alguma devemos satisfazer a nossa cobiça; em 1 Tessalonicenses 5:19 ela nos orienta a não apagarmos o Espírito que está em nós; em Efésios 4:30 ela nos exorta a não entristecermos o Espírito; em Efésios 5:18 ela nos ordena a enchermo-nos do Espírito Santo. Diante disso, é evidente a orientação da Palavra do Senhor quanto a esse tema: mais uma vez temos que nos achegar a Deus e à bíblia. Em Salmos 119:9, que é um capítulo que nos conduz à leitura e observação das Sagradas Escrituras, fala que, para mantermos puro o nosso caminho,  devemos observar e seguir os Estatutos do Senhor. Da mesma forma, o próprio Cristo, em João 17:17, afirma que devemos ser santos e que o caminho para a santidade é a Palavra de Deus.

Assim sendo, torna-se clara a instrução do próprio Deus para que combatamos e nos livremos de todo e qualquer inimigo que se coloque em frente a nós e que tente se opor a uma relação íntima e sincera que queiramos estabelecer com o Pai. Devemos, consequentemente, apresentar as nossas vidas em sacrifício a Deus, oferecendo nosso tempo, forças e desejos, para que a glória dele se manifeste diariamente em nossas vidas. Gostaria de concluir com uma frase do teólogo John Wesley que deve selar a nossa reflexão a respeito desse tema.

 

       “A conversão tira o cristão do mundo, mas a santificação tira o mundo do cristão.” John Wesley

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