Isaías E Seu Grande Encontro

Esta é a sequência do meu estudo sobre santidade, baseada em dois livros que venho lendo, o primeiro post é esse aqui,  se você ainda não leu, corre! Resumidamente, eis o que temos no ultimo post: Ser santo porque Deus é santo, vai além dos padrões de santidade que conhecemos.

 

“Então disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de impuros lábios, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! (Is 6.5)

 

Hoje em dia a expressão “ai” não é comumente usada e, talvez por isso, tenha se perdido a intensidade do seu significado, mas para entendermos o quão sério e profundo foi esta constatação de Isaías vamos ver duas coisas. Quando o profeta anunciava sua mensagem, a forma mais comum era o oráculo. Oráculos eram pronunciamentos de Deus, que podiam ser positivos – “bem-aventurados” – ou negativas, que seriam os “ais”.

Na boca de um profeta, o “ai” é um anuncio de condenação. Veja bem, quando Isaías viu o Senhor, ele pronunciou julgamento de Deus sobre si mesmo. “Ai de mim!” ele clamou. Apenas um vislumbre de um Deus totalmente santo e tudo o que Isaías pensava de si mesmo foi abalado. O interessante notar aqui é quão caídos nós somos, enquanto Isaías olhava para si mesmo e comparava com os homens ele consegue ter uma boa imagem própria, porém, no instante que vê o padrão máximo, ele foi destruído.

Deus não mostrou para Isaías o seu pecado, mas mostrou a Sua santidade; santidade tamanha que mostrou a Isaías o que ele verdadeiramente era.

Quando Deus se mostra perfeito, vemos que não somos nada.

Eu gosto de como o autor do livro apresenta o “padrão de santidade divino”, R.C. Sproul, trabalhando ainda no texto de Isaías 6, ele nos apresenta a canção dos serafins “Santo, santo, santo é o SENHOR dos exércitos; toa a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3) e foca na repetição na palavra santo três vezes e, na bíblia, significa elevar ao grau superlativo, como em diversas passagens que se tem, porém, apenas uma característica de Deus é mencionada três vezes seguida. Como diz o autor “A Bíblia diz que Deus é santo, santo, santo. Ela não é meramente ‘santo’, ou mesmo ‘santo, santo’. Ele é ‘santo, santo, santo’.” E ele vai além dizendo que, quando aplicada a Deus, a palavra santo não é um único atributo de Deus, como sua misericórdia, justiça, amor etc. Mas a palavra é usada como um sinônimo de sua deidade. Deus é chamado santo num sentido geral. “Ou seja, a palavra santo chama atenção para tudo que Deus é. Ela nos lembra que o amor de Deus é um amor santo, sua justiça, uma justiça santa, sua misericórdia, uma misericórdia santa, seu conhecimento, um conhecimento santo.”

Mas, começando a entender um pouco mais da santidade de Deus, talvez cheguemos a mesma conclusão que Isaías chegou “estou perdido!”. E de fato estaríamos! Não fosse o nosso Deus tão gracioso conosco. Assim como para Isaías, Deus mesmo foi quem proveu solução para a constatação de Isaías, e com brasa viva um serafim tocou seus impuros lábios para retirar a sua iniquidade e assim ele ser enviado para cumprir o Seu propósito, também nós, temos o sacrifício de Cristo, a solução que o próprio Deus enviou para nós, glórias a Ele por isso!

 

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; (1Ts 4.3)

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