Em Seus Passos

“Que é ser cristão? É imitar Jesus. É fazer o que Ele faria. É seguir os Seus passos” (Charles M. Sheldon – Em Seus Passos O Que Faria Jesus?)

Essa semana, eu li esse livro. Preciso dizer que foi uma experiência maravilhosa. Sempre ouvir falar sobre ele, mas só agora eu parei para lê-lo realmente. Querendo ou não, o livro desperta essa pergunta em nossas mentes: “se Cristo vivesse aqui, o que Ele faria em meu lugar?”
Já pensei isso várias vezes, mas nunca fui muito sincera quanto à resposta. Sempre tentei justificar minhas escolhas e atitudes de alguma forma. Bem errado da minha parte, eu vejo.

Pra quem nunca leu o livro, vou transcrever uma parte da sinopse:
“(…) conta a história do compromisso feito por uma igreja de sempre perguntar ‘o que faria Jesus?’ antes de cada decisão e de então seguir os passos do Mestre sejam quais fossem as consequências. Para alguns, seguir o exemplo de Cristo trouxe grande alegria e vitória; para outros, trouxe conflito, perseguição e grande sofrimento.(…)”

Sinceramente, aconselho que todos leiam. É um livro fino, que você termina em menos de um dia e traz experiências incríveis e certo conflito do Espírito Santo que habita em você com você mesmo.

Vivemos em uma geração que perdeu o foco, que não tem um alvo a se alcançar, que vive como quer. Nossa geração não quer se sacrificar pela Obra, não quer se envolver de modo pessoal, apenas superficialmente.

“Quanto é que o Cristianismo de nossos dias está sofrendo por Ele? O Cristianismo de hoje precisa de mais sacrifício pessoal. Cumprem as igrejas seu dever de seguir a Jesus quando dão algum dinheiro para estabelecer missões ou prestar socorros em casos de extrema necessidade? É sacrifício para um homem que possui dez milhões dar dez mil para uma obra de beneficência? Não está ele dando alguma coisa que não lhe custou nenhum sacrifício pessoal? (…) O Cristianismo necessita urgentemente em nossos dias do elemento pessoal. O ato de dar alguma coisa pouco ou nada significa; dar-se a si mesmo é tudo. O Cristianismo que desconhece a renúncia e o sofrimento não é o Cristianismo de Cristo.”

Deus disse a Paulo: “a minha graça te basta” (2 Coríntios 12:9). A graça dEle nos basta. Só que parece que não é bem assim, não é mesmo? A graça de Deus poderia bastar lá naquela época, mas agora, não. Precisamos mais do que a simples graça de Deus. Precisamos de status, de dinheiro, de realização pessoal e profissional, ou nossa vida não terá valido a pena. Não se engane com isso, irmão, tudo o que conquistarmos desse mundo ficará aqui. E o que apresentaremos a Deus no grande Dia? Teremos tanto tesouro acumulado na terra e nada no céu (ou muito no inferno, né?). Acumular essas coisas é como correr atrás do vento. É vaidade.

Não quero julgar ninguém, bem ao contrário, eu me coloco nessa posição também. Muitas vezes sinto como se não fizesse nada de significativo no mundo, na Obra, mas também não faço nada pra mudar. Tá na hora de parar pra analisar nossas vidas. Tá na hora de usarmos os talentos que Deus nos concedeu.

Recentemente, nosso pequeno grupo de jovens fez o estudo justamente nessa parábola de Jesus, a parábola dos talentos (Mateus 25:14-30). Deus nos concede dons sabendo nossa capacidade. O que temos feito com os talentos que Ele nos dá? Temos aplicado na Obra ou enterrado? O que Jesus faria se fosse você?

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