Doutrina dos Relacionamentos

Esse será o terceiro de uma série de três posts a respeito do que eu gosto de chamar de “Doutrina dos Relacionamentos”. Basicamente, essa “doutrina” trata da importância e da posição que a Bíblia nos demanda quando se trata dos três diferentes tipos de relação às quais estamos submetidos: com Deus, com o próximo e com nós mesmos. Vamos, em cada post, abordar um deles, explorando melhor o nosso papel – ou a característica que devemos desenvolver – enquanto cristãos em face dos desafios e das diferentes atitudes com que temos que lidar; além de visualizar claramente o que as escrituras nos exortam a fazer e como nos comportar em cada situação e relacionamento. Leia o primeiro e o segundo textos, que tratam do nosso relacionamento com o nosso eu e com o nosso próximo, respectivamente, para entender o tema de forma mais completa.

Nesta última oportunidade, vamos estudar a respeito do nosso mais importante relacionamento enquanto cristãos legítimos, que é o que temos com o nosso Deus. É no mínimo óbvio que essa é a relação que deve reger as nossas vidas e que tendo-a conforme a Palavra do Senhor conformaremos também as outras duas quase que automaticamente. Pensemos, portanto, naquilo que Deus requer de nós enquanto crentes em Cristo e no seu sacrifício.

Deus fala por meio do seu profeta Jeremias e diz, no capítulo 32 de seu livro, que coloca o seu temor – ou fé – no coração do seu povo; essa fala é vista mais uma vez no segundo capítulo da epístola de Paulo aos efésios, quando ele afirma que a fé mediante a qual somos salvos é um dom de Deus, portanto não nos garante glória ou mérito algum; e se repete em ainda outra oportunidade no capítulo cinco de romanos, quando Paulo diz que Cristo nos dá acesso à sua própria graça por meio da fé. O autor de Hebreus, no seu capítulo 11, repete a expressão “pela fé” vinte vezes, quando descreve a história do povo judeu e suas decisões, lutas e a ação de Deus nas suas vidas, começando pela criação do universo e a oferta de Caim e Abel até a descrição do sofrimento dos primeiros mártires da igreja; isso nos revela também que essa fé deve ser nosso motor, sendo o motivo e combustível para as nossas vidas, verdade essa que é confirmada quando, no primeiro capítulo de romanos, Paulo nos lembra do que Deus disse através de Habacuque: que o justo viverá pela fé.

Tudo isso nos prova não só a unidade que a Bíblia possui nas suas verdades e preceitos, mas também, especificamente no ponto visto, a convergência da vontade de Deus quanto à nossa relação com ele, nos falando que aquele que for justificado pela graça de Deus deve guiar a sua vida e as suas práticas pela fé que lhe foi concedida através do sacrifício de Cristo Jesus. Enxergamos de maneira muitíssimo clara a centralidade da fé nos relacionamentos de Deus com o seu povo e as consequências positivas que o exercício dessa fé, segundo os mandamentos de Deus, acarretam pra vida daqueles que a praticam com diligência. Sendo, claramente, essa a característica que devemos manifestar quando nos relacionamos com Deus: a fé. Para que desenvolvamos nossa relação em amor e obediência, gratidão e fidelidade. Seguindo assim, cumpriremos o grande mandamento que Cristo nos dá quando fala aos discípulos:

“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.” Mateus 22:36-38

Pra finalizar o estudo, gostaria de fixar as três características que somos exortados a manifestar para alcançar a plenitude nos nossos relacionamentos enquanto filhos de Deus: a piedade, a misericórdia e a . Oremos pra que Deus nos ajude a exercitar essas virtudes a fim de nos aproximarmos mais da imagem de seu filho que Ele nos requer que sigamos.

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