A passividade da Igreja

1 Pedro 5:8 diz:  Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;

Nesta breve passagem da Bíblia, Pedro enfatiza a importância de guardar cuidadosamente nossa mente contra as astúcias do diabo. Ser sóbrios e vigilantes em tudo. Viver com moderação e evitar os extremos. Ter sabedoria, disciplina e prudência.

Estas palavras criam a imagem de um soldado montando guarda, esperando ser atacado pelas forças inimigas a qualquer momento – completamente alerta. Não há tempo para descansar. Ele deve manter a vigilância para que o inimigo não consiga passar despercebido.

Como um inimigo pode fazer isso?  O oposto da vigilância, que é passividade. O dicionário Aurélio define passivo como aquele que não atua; inerte; indiferente; apático. 

É o que acontece com grande parte dos cristãos de hoje. Tornamo-nos tão escravizados em manter uma vida de conforto, que estamos espiritualmente letárgicos. Em vez de lutar agressivamente contra as fortalezas do inimigo e travar uma batalha espiritual, permitimos que o inimigo nos violente, roube e os explore.

Em vez de influenciar o mundo ao redor pela causa de Cristo, permitimos que esse sistema do mundo nos influencie. Consequentemente, não estamos espiritualmente habilitados para a guerra; tornamo-nos espiritualmente lerdos e preguiçosos.

Paulo disse em 2 Timoteo 2.3-4: Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.

O cristão que luta contra o pecado, deve adquirir uma nova postura sobre o que é a vida cristã. Nosso propósito na vida não é satisfazer com ganância todos os desejos; estamos aqui para servir aquele que nos chamou. Não devemos ser glutões do pecado, mas, em vez disso, soldados bem preparados dispostos a padecer por amor de Cristo.

Em vez de submergir em um conformismo no modo de vida de depravação total, devemos abdicar para agradar ao coração de Deus. Em uma declaração pungente carregada de significado para a nossa vida, Paulo diz:

Romanos 12.2: E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

A vontade de Deus é que seus filhos sejam transformados conforme a imagem de Seu Filho (RM 8:29). Como essa transformação ocorre? Acontece por meio da renovação da mente. Devemos despojar-nos da mentalidade do mundo e substituí-la pela mente de Cristo.

Efésios 4.22-24: Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.

 

Ser cristão significa ter energia e atividade para remar contra a maré, além de cuidar dos pensamentos e ser diligente no caminho seguro.

(Baseado no texto A passividade da Igreja Americana – autor: Steve Gallagher)

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.