Adoração

É comum notarmos um esvaziamento no sentido daquilo que se busca com os cultos públicos das nossas igrejas. Hoje em dia é muito frequente vermos coisas tais como celebrações onde a Palavra de Deus tem perdido espaço, momentos onde se valoriza as pessoas e seu próprio ego ao invés da pessoa de Deus, e até cultos onde os membros da igreja não se falam, não se servem ou nem mesmo se conhecem. É gritante o quanto isso é grave e o quanto machuca o real propósito de Deus para a sua igreja e para o culto público a Ele direcionado.

Todos os cultos devem se fundamentar em três princípios: a adoração, a edificação e a comunhão. É nosso papel, enquanto membros da igreja e crentes em Deus, verificar se a igreja que freqüentamos tem cuidado para que esses pontos sejam respeitados e encorajados pela liderança. Pretendo apresentar, na Bíblia, motivos para que esses sejam fatores explorados e as razões pelas quais são esses os itens que Deus nos requer, além de mostrar exemplos de sua degradação, a fim de que busquemos a sua constante reparação. Farei essa exposição em três texto breves, a fim de explicar de forma não tão resumida, mas não em apenas um post, pra que a leitura não seja cansativa.

O primeiro ponto, a adoração, muitas vezes é ao mesmo tempo o mais claro nos nossos pensamentos e o mais negligenciado por nós. Algo que tem tornado as coisas um tanto borradas em nossas mentes é a prática de chamarmos o momento de cânticos de “louvor”; isso indiretamente nos leva a pensar que é aquele o momento em que louvamos a Deus e o restante do culto não, que o resto é feito pra nós mesmos. Também é comum ouvirmos a pergunta “Gostou do culto?”, muito embora não sejamos nós os destinatários e apreciadores da celebração cúltica, mas essa questão evidencia nossa busca por avaliar aquilo que está sendo prestado a Deus ainda que nossa atribuição seja adorar.

Sobre o primeiro exemplo, devemos notar que o nosso papel na decorrência do culto é de adorar a Deus em todos os momentos, sendo aquele um claro momento de adoração coletiva. A Palavra de Deus nos diz em Salmos e João que devemos adorar o Senhor pela sua essência e fazê-lo em verdade de espírito.

“Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.Salmos 29:2

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. João 4:23

Portanto, devemos entender o culto todo como um momento de adoração e louvor ao nome de Deus. É evidente que os cânticos fazem parte desse louvor e que devemos mesmo entoar hinos ao Senhor, engrandecê-lo por esse meio, mas não podemos nos esquecer dos outros pontos do culto que também devem ter como centro a pessoa de Cristo e a sua glória. As orações devem louvar a Deus, a pregação da Palavra deve louvar a Deus, os dízimos e ofertas entregues devem louvar a Deus, enfim, o culto na sua totalidade deve ser teocêntrico, é nosso papel durante o culto público olhar para Deus e tributar a Ele louvor pela sua maravilhosa graça.

Busquemos, então, a exaltação da glória de Deus em tudo aquilo que fizermos nos cultos prestados a Ele, porque, como dito, são a Ele e não a nós. Não é nosso papel avaliar o culto e muito menos restringir o louvor ao momento dos cânticos. O culto todo deve buscar a glorificação de Deus e a afirmação de toda a sua majestade.

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