Os Propósitos do Culto

É comum notarmos um esvaziamento no sentido daquilo que se busca com os cultos públicos das nossas igrejas. Hoje em dia é muito frequente vermos coisas tais como celebrações onde a Palavra de Deus tem perdido espaço, momentos onde se valoriza as pessoas e seu próprio ego ao invés da pessoa de Deus, e até cultos onde os membros da igreja não se falam, não se servem ou nem mesmo se conhecem. É gritante o quanto isso é grave e o quanto machuca o real propósito de Deus para a sua igreja e para o culto público a Ele direcionado.

Todos os cultos devem se fundamentar em três princípios: a adoração, a edificação e a comunhão. É nosso papel, enquanto membros da igreja e crentes em Deus, verificar se a igreja que freqüentamos tem cuidado para que esses pontos sejam respeitados e encorajados pela liderança. Pretendo apresentar, na Bíblia, motivos para que esses sejam fatores explorados e as razões pelas quais são esses os itens que Deus nos requer, além de mostrar exemplos de sua degradação, a fim de que busquemos a sua constante reparação. Farei essa exposição em três texto breves, a fim de explicar de forma não tão resumida, mas não em apenas um post, pra que a leitura não seja cansativa.

O segundo ponto se refere ao propósito central do culto quanto aos crentes que dele participam. Todo cristão que oferece um culto a Deus está ali, em primeiro lugar, pra adorar ao Pai, rendendo-lhe graças pela sua misericórdia, e em segundo lugar pra receber d’Ele orientação, cuidado e edificação espiritual. Esse crescimento que o crente experimenta durante o culto é produto de uma união de todos os elementos cúlticos, os quais, ministrados pelo Espírito Santo, falam ao coração daquele que oferece a Deus o culto. Entretanto, pode-se dizer que há um momento que, um pouco além dos outros, fala em especial ao adorador: o momento da pregação da Palavra de Deus. Sendo este um momento específico, separado pelo próprio Deus para que Ele fale com seu povo, por meio do pastor da igreja ou quem quer que esteja responsável pela pregação e, dessa maneira, com um potencial sobrenatural de provocar o crescimento dos irmãos.

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.” Efésios 4:11-12

“Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja.” 1 Coríntios 14:12

A Bíblia nos diz claramente que os dons espirituais devem ser usados para edificar a igreja. Logo, todos os ministérios que tem algum envolvimento no culto público a Deus, tem por propósito adorar ao Senhor e edificar os irmãos no exercício dos dons que o Pai lhes deu. Sendo assim, não é papel de ninguém apenas estimular emoções, mas sim fazer com que o coração aja junto com a mente na produção de uma adoração sincera a Deus. Assim como se vê no texto de Efésios, um dos dons espirituais concedidos à igreja é o de pastorear o povo e, portanto, pregar a Palavra de Deus.

Tem havido cada vez mais cultos e celebrações em que a pregação da Palavra de Deus tem perdido espaço e deixado de ser o elemento central do culto, ou tem sido completamente negligenciada e nem mesmo chega a aparecer nas liturgias. Há, atualmente, uma enorme tendência evangélica a introduzir cada vez mais elementos nos cultos, cujo propósito não é de adorar a Deus ou edificar o povo de Deus, mas de divertir aqueles que enxergam a igreja como mais um lugar onde seus egos devem ser alimentados e sua vontade deve ser cumprida. Contrariando tudo isso, as Escrituras nos dizem que o culto deve ser realizado da forma como Deus mesmo nos revelou, segundo a sua Palavra. A bíblia é clara em nos afirmar em diversos pontos que a Palavra do Senhor deve ser pregada e que essa Palavra é capaz de ensinar e tornar clara em nossas mentes e corações a vontade de Deus:

“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.” 2 Timóteo 4:2

A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.” Salmos 19:7-10

Devemos, tendo tudo isso em vista, nos aperfeiçoar enquanto cristãos, visando a prática de um culto que siga os preceitos de Deus e busque colocá-lo como centro da celebração a todo instante, além de fazer o possível para que a igreja exerça seus dons na direção de um crescimento espiritual conjunto, usando aquilo que o Pai nos concedeu para ajudarmos uns aos outros na nossa corrida.

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