Os Propósitos do Culto

É comum notarmos um esvaziamento no sentido daquilo que se busca com os cultos públicos das nossas igrejas. Hoje em dia é muito frequente vermos coisas tais como celebrações onde a Palavra de Deus tem perdido espaço, momentos onde se valoriza as pessoas e seu próprio ego ao invés da pessoa de Deus, e até cultos onde os membros da igreja não se falam, não se servem ou nem mesmo se conhecem. É gritante o quanto isso é grave e o quanto machuca o real propósito de Deus para a sua igreja e para o culto público a Ele direcionado.

Todos os cultos devem se fundamentar em três princípios: a adoração, a edificação e a comunhão. É nosso papel, enquanto membros da igreja e crentes em Deus, verificar se a igreja que freqüentamos tem cuidado para que esses pontos sejam respeitados e encorajados pela liderança. Pretendo apresentar, na Bíblia, motivos para que esses sejam fatores explorados e as razões pelas quais são esses os itens que Deus nos requer, além de mostrar exemplos de sua degradação, a fim de que busquemos a sua constante reparação. Farei essa exposição em três textos breves, a fim de explicar de forma não tão resumida, mas não em apenas um post, pra que a leitura não seja cansativa.

O terceiro ponto, por fim, trata do último propósito da realização dos cultos públicos: a comunhão. A nomenclatura e prática dos “desigrejados” tem crescido no Brasil e no mundo, seguindo a premissa – parcialmente falha – de que eu não preciso estar na igreja para adorar a Deus. Digo parcialmente apenas porque é, sim, verdade que não precisamos estar fisicamente na igreja para adorar a Deus – e nem devemos fazê-lo unicamente enquanto estivermos nela, uma vez que, se assim o fizermos, perdemos a essência do cristianismo –, mas ao contrário do que muitos pensam, se nós queremos adorar a Deus verdadeiramente, nos será quase automático o anseio pela comunhão dos santos, pela participação dos sacramentos, pelo partilhar das boas novas do Senhor, pelos bons momentos de verdadeira comunhão espiritual com os nossos irmãos – que, como nós, estão debaixo da graça do sacrifício de Cristo. A bíblia é mais que clara quando trata desse tema no conhecido texto de Hebreus:

“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Hebreus 10:25

Se você acha que a igreja é cheia de pessoas invejosas, fofoqueiras, que diminuem o trabalho uns dos outros e criticam deliberadamente os outros irmãos, eu sinto em lhe dizer que você está terrivelmente certo, mas se por alguma razão você pensa que isso é motivo – ou justificativa – pra que você abandone a comunhão dos irmãos, eu me alegro em te afirmar que você está absolutamente enganado. Seu papel, considerando que você conhece a Verdade do Senhor, é de entrar em ação dentro do ambiente eclesiástico onde Ele te colocou, usando dos dons que Ele mesmo te deu, para que essas pessoas repugnantes que te cercam – segundo o seu próprio julgamento – se tornem pessoas amáveis e amadas, debaixo da graça de Deus e do carinho dos irmãos. Não se esquive da sua responsabilidade de crescer junto com os seus irmãos no seio da igreja, “suportando uns aos outros, em amor”.

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé. Gálatas 6:10

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” Efésios 2:19

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” Eclesiastes 4:9-12

Procuremos, portanto nos achegar ao Senhor para compreendermos tudo o que ele nos tem ordenado, para que, dessa forma, possamos mostrar ao mundo a luz de Cristo. Devemos, enquanto cristãos sábios, buscar cultuar a Deus como Ele mesmo nos ordenou. É nossa responsabilidade adorá-lo, sem deixar de congregar-nos, afim de edificarmos uns aos outros, segundo a infinita graça do Pai.

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